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Mais uma do Cotidiano









Quando o assunto é transporte público, a opinião é quase unânime, porque já disse Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra:


Na hora de odiar, ou de matar, ou de morrer, ou simplesmente de pensar os homens se aglomeram. (…) A opinião unânime está a um milímetro do erro, do equívoco, da iniqüidade. (…) Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.”

O transporte público não presta! Não funciona!

Bom, concordamos que isso lá é verdade. Mas vamos reconhecer que tudo depende do ponto de vista.

Você pode tirar muitas lições durante uma viagem de ônibus pela capital paulistana. Ou até mesmo no metrô.

Esta ninguém me contou, eu vi.

Estação Palmeiras - Barra Funda –, não entendo porque mas é assim que se chama. Seis e meia da tarde de uma quinta-feira, chuvosa.

Após vários trens passarem vazios, rumo às outras estações, pois se assim não for, os demais usuários que estão pelo caminho de percurso desta linha, não entram no trem, conseguimos entrar e sentar.

Pois bem, de repente uma senhora, e põe senhora nisso, estava próxima a porta, começou a olhar feio para quem estava sentado. Reclamando aos brados comedidos que ninguém se habilitava a dar lugar à uma moça gravida que ali estava. De pé, sofrendo, sim pois segundo a senhorinha incomodada, gravidez é algo que faz a mulher sofrer muito. “Só quem teve filhos é que sabe”.

Ela deve saber bem o que está dizendo, tem carinha de avó de pelo menos meia dúzia.

Com olhar severo disse a “grávida:

  • Peça para que te deem o lugar moça. É um verdadeiro absurdo, você com esta barriga ir de pé´!

A moça em tom muito delicado, disse:

  • Não se preocupe, estou bem assim.

Mas, a senhorinha não se fez de rogada e, não bastasse ela mais pessoas começaram a incentivá-la.

Até que um senhor que estava fazendo uso do “seu” banco preferencial, pra quem não é de Sampa, ele é azul, disse

 -  Parem de encher quem está sentado, eu mesmo estou porque tenho direito a isso.


Eu por minha vez disse:

 - Fique calmo senhor, assim como esperamos seis metrôs para que pudéssemos entrar e sentar, as outras pessoas também podem fazê-lo. Se não o fizeram, é porque não se importam de ir de pé. Cada um sabe de suas necessidades. Fique calmo!

Sim, porque ele estava se alterando demais, para a idade dele.

A senhorinha não se conteve, e continuou a dizer para a “grávida” :

 - Peça o lugar que você tem direito moça, respeite sua barriga, ai tem uma criança!

Bom , para se ter uma ideia já havíamos avançado ai umas cinco ou seis estações.

Diante de tanta insistência da senhorinha a “grávida”, resolveu se manifestar a altura:

 - Senhora, com todo respeito, cuide de sua vida. Eu não estou grávida! Eu sou é gorda mesmo! Está barriga é de uma gorda e não de uma grávida!

Confesso que ri. Mais ainda com a desfaçatez da senhorinha, que disse:


 - Ora, faça então um regime mocinha, pois estou aqui defendendo você a toa! Se você não fosse tão gorda eu não estaria aqui pagando este mico!.

Moral da história:

  • Não importa se foi você quem errou. Pois você sempre arruma uma forma de justificar o seu erro, culpando o outro.

Solange Vilela/Abril 2011








Um comentário:

  1. Convite para a ligação do meu primeiro livro de poesia, editado como previsão da futura edição impressa. Um Natal pleno de Saúde e Alegria! http://pt.scribd.com/doc/75264095/FALEMOS - José Marinho

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