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Ah vaidade!!!!


Ah vaidade!















O que seria de nós, não fosse à vaidade!



Você já tentou procurar um molho de chaves dentro da bolsa de uma mulher?


Tente meu amigo, se for capaz de achá-la, me ensine.


Sim, porque na minha bolsa você acha as chaves da minha casa facilmente, até porque o fio do fone de ouvido trará a mesma para você na pior das hipóteses. Elas sempre enroscam nele, não sei por quê.


Mas, a vaidade! Esta sim faz com que qualquer bolsa seja intrafegável pelas mãos alheias. Somente as mãos de suas donas conseguem trafegar dentro delas e dali tirar o que bem entendem.


Você anda de metrô? Ah! Você precisa andar de metrô, de manhã principalmente! Um ritual toma posse de mulheres vaidosas, sonolentas, mas vaidosas.


Primeiro disputam um lugar para sentar-se na estação primeira de Itaquera! E eu que sempre fui Mangueira! rs


Depois de muita empurra-empurra sentam-se e enfim abrem sua bolsa, e num majestoso show de equilíbrio sacam de seu estojo de maquilagem, e ali começam o que meu pai chamaria de passar massa corrida na parede para esconder as imperfeições.


Sim! Elas tentam com o panqueike esconder o que a natureza lhes deu de bom grado. E muitas vezes não entendem que bastaria uma boa noite de sono bem dormida para melhorar a aparência, menos bebida, menos cigarro, menos drogas, mais sexo talvez.



Sim! sexo é bom para a pele, acreditem! rs



Enfim lá vão elas, equilibram a bolsa, o estojo de maquilagem, o pincel, o batom, o espelho, o lápis, meu Deus o lápis!


Aquele lápis de olho! O famoso kajal! Sim ele mesmo, e elas fazem o risquinho no canto do olho, e acreditem igualzinho de um lado e de outro. E sem perder o equilíbrio, pois lá estão a bolsa, o estojo de maquilagem, o pincel, o batom, o espelho, o lápis...



Confesso, um dia não resisti e falei para uma dessas equilibristas:



Do lado direito está mais vermelho! rs










Ai ela ficou bem vermelha dos dois lados ... rs



Às vezes começo a ficar aflita, pois as estações vão passando, e tenho a sensação que não vai dar tempo de acabar o reboco naquela face. Fico imaginando se de repente aquela pessoa descobre que tem que descer na estação seguinte.


Não, ela não vai conseguir guardar tudo a tempo, ela vai sair atropelando todo mundo, assim como fez para entrar e sentar-se.


Você deve estar pensando:



Que é isso! Elas estão acostumadas, sabem o tempo exato para guardar tudo!


Ledo engano! Eu já vi uma sair correndo, tá? Foi horrível.



Tudo bem, ela consegue acabar seu toque de vaidade, ficar se sentindo bem, bonita, apresentável, afinal a sociedade cobra isso dela todos os dias.










Ela ainda não descobriu que a beleza mais importante está dentro dela. E esta beleza muitas vezes ela esquece de colocar amostra, em nome de parecer moderna, “antenada”.










Ela nem percebe que a verdadeira pessoa a maioria viu entrar naquele metro, além de desengonçada, aflita por um lugar para sentar-se, muitas vezes mal educada, atropelando pessoas e acima de tudo com a face amarrotada, cheia de imperfeições que são a sua realidade e a de mais ninguém.









E muitas vezes a verdadeira pessoa que você vê ali, com todas as imperfeições que não há panqueike que dê jeito, ainda assim é uma pessoa do bem, que nem precisaria de todo esse sacrifício matutino para ser aceita como ela é de verdade.













Solange Vilela /outubro 2010







































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